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Diário do Comércio online - BH (MG) ( Economia ) - MG - Brasil - 03-07-2015 - 08:38 -   Notícia original Link para notícia
Vendas de veículos caem 20,67%

Emplacamentos tiveram retração de 344 mil unidades no 1º semestre, aponta a Fenabrave



De acordo com a Fenabrave, o estoque de veículos novos em junho era suficiente para 49 dias de vendas/Alisson J. Silva


São Paulo - A venda de veículos novos no Brasil caiu 20,67% no primeiro semestre deste ano em relação a igual período do ano passado, divulgou ontem a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). De janeiro a junho, foram emplacados 1.318.985 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, cerca de 344 mil a menos do que nos seis primeiros meses do ano passado.

Em junho deste ano, mês com 21 dias úteis de venda, os licenciamentos de veículos somaram 212.535 unidades, o que equivalente a uma retração de 19,4% na comparação com o total vendido durante o 20 dias úteis de junho do ano passado, quando as vendas já haviam sido prejudicadas pela Copa do Mundo. Na comparação com maio, também com 20 dias úteis de vendas, os emplacamentos praticamente se mantiveram estáveis em junho, ao cair apenas 0,07%.

As vendas de automóveis e comerciais leves juntos, por sua vez, caíram 19,76% no primeiro semestre deste ano frente um ano atrás, ao somarem 1.269.853 unidades. Só em junho, os emplacamentos desse segmento totalizaram 204.627 veículos, queda de 0,16% ante maio e recuo de 18,35% na comparação com o mesmo mês do ano passado. De acordo com a Fenabrave, no mês passado foram emplacados 175.272 automóveis e 29.355 comerciais leves.

O segmento de pesados apresentou o pior desempenho nas vendas. De janeiro a junho deste ano, os emplacamentos de caminhões e ônibus juntos recuaram 38,79% em relação a igual período de 2014, ao somarem 49.132 unidades. Desse total, 7.908 foram licenciadas em junho, o equivalente a alta de 2,24% ante maio, mas a retração de 38,88% na comparação com junho do ano passado. No mês passado, foram vendidos 6.210 caminhões e 1.698 ônibus em todo País.

Somando motocicletas, implementos rodoviários, máquinas agrícolas e outros veículos, o total de emplacamentos no primeiro semestre foi de 2.053.114 unidades, o equivalente a queda de 17,62% na comparação com os seis primeiros meses de 2014. Só em junho, as vendas totais do setor de distribuição de veículos recuaram 1,25% na variação mensal e 14,45% na comparação anual.


Revisão - A Fenabrave anunciou também mais uma revisão para baixo de todas as suas projeções para desempenho das vendas do setor automotivo em 2015.  a terceira revisão realizada pela entidade desde o início deste ano. As últimas mudanças de estimativas tinham sido feitas em março e abril.

A Fenabrave espera agora que os emplacamentos totais de veículos novos deverão somar 2,662 milhões de unidades em 2015, o equivalente a queda de 23,8% ante as 3,498 milhões de unidades vendidas o ano passado. A nova previsão é bem mais pessimista do que as retrações de 18,93% estimada em abril, de 10% prevista até março e de 0,53% projetado no início do ano.

Pelas novas previsões divulgadas ontem, o segmento de caminhões continua sendo o que deverá ter o pior desempenho. A Fenabrave prevê que as vendas deverão cair 45% em 2015 na comparação com 2014, ao totalizarem 75.380 caminhões licenciados. Até então, as estimativas da federação eram de recuos de 41% (abril), de 10,5% (março) e de 1,2% (janeiro).

Para o segmento de ônibus, a entidade que representa as concessionárias revisou a previsão de recuo de 21% previsto até abril e passou a prever tombo de 24% nos licenciamentos. A Fenabrave espera que, neste ano, serão emplacados 24.351 ônibus. Em janeiro, a entidade previa retração de apenas 0,7% para as vendas do segmento neste ano ante 2014.

Já para o segmento automóveis e comerciais leves juntos, a Fenabrave projeta agora retração de 23% nas vendas neste ano, previsão pior do que as quedas de 18% estimada até abril, de 10% prevista em março e de 0,5% projetada no início de 2015. A entidade prevê que serão vendidos 2.563.126 unidades, sendo 2.127.394 automóveis e 435.731 comerciais leves. (AE)


Estoque de veículos está em níveis "muito elevados"


São Paulo - O estoque de veículos nos pátios das fábricas e concessionárias era equivalente a 49 dias de vendas em junho deste ano, o correspondente a entre 323 mil e 325 mil unidades encalhadas, informou ontem o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção. Segundo ele, esse nível supera em dez dias o estoque registrado em junho do ano passado e é igual ao de maio.

Assumpção avaliou que o estoque está em níveis "muito elevados". Para o setor, um estoque considerado normal é equivalente a 30 dias de vendas. "Várias fábricas estão em processo de redução temporária de produção. Com tudo isso, acredito que em até 60 dias esse estoque poderá ser reduzido", afirmou.

Com vendas totais acumulando retração de 20,67% no primeiro semestre deste ano, a Fenabrave considera que o setor chegou ao "fundo do poço", avaliou a economista Tereza Fernandes, da MB Associados, que presta consultoria econômica para a entidade. De acordo com ela, a previsão para o segundo semestre é de que o desempenho dos emplacamentos seja igual ao dos seis primeiros meses de 2015.

Tereza destacou que, mantidas as atuais condições econômicas e políticas, "não há como imaginar um cenário muito diferente" do que a projeção da entidade de queda de 23,87% nos emplacamentos em 2015 ante 2014. A previsão foi divulgada ontem e marca a revisão de estimativa feita pela entidade este ano.

"A princípio, não pretendemos mudar nossas projeções, mas as incertezas políticas e econômicas estão tão elevadas, que não sabemos o que pode acontecer mais", ponderou a economista.


Demissões - Como reflexo de uma dos piores desempenhos de vendas desde 2007, 492 concessionárias foram fechadas no primeiro semestre deste ano, causando a demissão de cerca de 12 mil trabalhadores, informou o presidente da Fenabrave.

Segundo o dirigente, as concessionárias consideradas fechadas são aquelas que não faturaram nenhum veículo no primeiro semestre, mas que poderão reabrir no futuro. Ele acrescentou que, no período, outras 250 lojas foram abertas, gerando um saldo de 242 concessionárias que deixaram de operar, o equivalente a 3% das cerca de 7,9 mil empresas que o setor possui.

Assumpção previu que o número de demissões poderá chegar a 20 mil trabalhadores até o final do ano, o que corresponde a aproximadamente 3% dos 410 mil funcionários que setor emprega atualmente. Até o início de maio, o executivo estimava que esse número poderia chegar a 40 mil funcionários. "Reduzimos nossas estimativas em virtude de que achamos que o ajuste grosso já ocorreu", explicou.

O executivo acredita que o setor só deve apresentar alguma recuperação a partir de 2016. "E mesmo assim, bem gradual", ponderou. De janeiro a junho, as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus caíram 20,67% em relação a igual período do ano passado. A previsão da Fenabrave é de que os emplacamentos encerrem 2015 com queda de 23,87% ante 2014. (AE)


Crédito dos bancos de montadoras diminui 18%


São Paulo - O total de recursos liberados pelos bancos de montadoras para financiamento de veículos voltou a cair em maio. Balanço divulgado ontem pela Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef) mostra que, no quinto mês do ano, essas instituições destinaram R$ 7,429 bilhões a operações de leasing e crédito direto ao consumidor (CDC), o equivalente a queda de 2,67% em relação a abril e recuo de 18,11% na comparação com maio de 2014.

Com o resultado, os bancos de montadoras já liberaram R$ 39,092 bilhões para financiamento de veículos em 2015 até maio, 10,7% a menos do que em igual período do ano passado.

Com a diminuição dos recursos liberados, o estoque de crédito para compra de veículos concedido pelos bancos de montadoras encolheu para R$ 200,6 bilhões em maio, montante 1,3% menor do que o estoque até abril e 8,1% inferior ao de maio de 2014.

O saldo de crédito para aquisição de veículos por consumidores e empresas caiu para 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em maio deste ano, ante 4,1% do PIB no mesmo mês de 2014. "Torna-se cada vez mais difícil visualizar o momento em que haverá o esperado início da estabilização e posterior melhora em nosso segmento", avaliou o presidente da Anef, Décio Carbonari, em nota.


Juros - O balanço da Anef mostra ainda que as taxas de juros oferecidas pelos bancos das montadoras subiram novamente em maio para 1,56% em média ao mês e 20,41% ao ano. Até abril, eram de 1,54% e 20,12%, respectivamente.

A entidade ressalta, contudo, que elas ainda continuam mais atrativas ao consumidor do que as taxas concedidas pelos bancos de varejo. Segundo a Anef, a taxa do CDC oferecida pelo bancos tradicionais em maio era de 1,86% em média ao mês e de 24,8% ao ano, para pessoa física, e de 1,64% ao mês e 21,5% ao ano, para as empresas. O prazo máximo disponibilizado pelos bancos das montadoras para financiamento foi mantido em 60 meses.

A inadimplência para pessoa física, por sua vez, ficou em 5,4% em maio, 0,1 ponto percentual a mais que abril, mas 0,3 ponto menor que os 5,7% registrados em maio do ano passado. Já inadimplência de pessoa jurídica acima de 90 dias subiu para 4%, maior do que os 3,9% em abril e do que os 3,4% registrados no mesmo mês do ano passado. (AE)


Fiat registra queda de 30,9% em seis meses


Em meio à crise enfrentada pela indústria automotiva, as vendas da Fiat Automóveis no País acumularam queda de 30,9% no primeiro semestre na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. O balanço de emplacamentos no Brasil foi divulgado ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

De janeiro a junho, as vendas de veículos da montadora, com planta em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), atingiram 236.675 unidades. No mesmo intervalo de 2014, foram emplacadas 342.183 unidades da marca.

Somente em junho, os emplacamentos da Fiat somaram 36.678 veículos. O volume foi 1,5% superior ao registrado em maio, quando foram contabilizadas 36.116 unidades. Por outro lado, na comparação com o mesmo mês do exercício passado (51.209), houve queda de 28,3%.

De acordo com o relatório da Fenabrave, a Fiat se mantém na liderança do segmento de automóveis e comerciais leves no Brasil. A montadora italiana respondeu por 18,64% das vendas no primeiro semestre. Em seguida, veio a General Motors, com 16,07% de market share.

Com a forte queda nas vendas em 2015 por conta da crise econômica brasileira, a Fiat vem ajustando a produção à demanda atual. A companhia já concedeu períodos de férias coletivas e realizou paradas técnicas na planta em Betim. A última ação começou em 1º de julho, quando a Fiat iniciou um período de férias coletivas de dez dias. A medida afeta 12 mil funcionários da companhia.


Iveco - No segmento de veículos pesados, a Iveco Latin America, subsidiária da CNH Industrial, registrou queda de 32,4% nas vendas na primeira metade do ano ante igual período de 2014. Os emplacamentos de comerciais leves, caminhões e ônibus da montadora passaram de 6.537 para 4.417 unidades.

Em junho, os emplacamentos de veículos da Iveco, com planta em Sete Lagoas, na região Central do Estado, alcançaram 714 unidades. Isto representa queda de 2% na comparação com o mês anterior (728). Em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou 964 unidades, o recuo foi de 25,9%.

O quadro é semelhante na Mercedes-Benz, com montadora em Juiz de Fora, na Zona da Mata. As vendas de caminhões da marca no País caíram 43,1% entre janeiro e junho em relação aos seis primeiros meses de 2014. Os emplacamentos atingiram 9.569 veículos contra 16.827 unidades de janeiro a junho de 2014.

Somente em junho, as vendas da montadora alemã avançaram 3,5% na comparação com maio, passando de 1.662 unidades para 1.721 caminhões. Porém, em relação ao mesmo mês do exercício passado, quando foram contabilizadas 3.022 unidades, houve recuo de 43%, conforme o balanço divulgado pela Fenabrave.


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