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Diário do Comércio online - BH (MG) ( Economia ) - MG - Brasil - 08-05-2015 - 09:53 -   Notícia original Link para notícia
Concessionárias devem fechar o ano com queda nas vendas

Empresas adotam uma série de estratégias para sobreviver no mercado



A Roma faz "trabalho de lupa" em busca de cliente/Alisson J. Silva


Com queda das vendas na casa de 20% entre janeiro e abril, as concessionárias de veículos de Belo Horizonte estão apostando em uma série de estratégias para reduzir custos e atrair clientes. As ações vão desde a busca dos potenciais compradores em casa até demissão e otimização do quadro de funcionários restante para realizar as tarefas com um menor empenho de recursos. Mas, mesmo com todo o esforço, o esperado é que o mercado feche o ano em retração.

As ações adotadas variam entre as concessionárias mas todas têm uma coisa em comum: vivem um mau momento de vendas. E os motivos também são similares. Pesa sob o setor automotivo o baixo crescimento econômico. A alta na taxa de desemprego e o achatamento da renda, por exemplo, tiram a confiança dos consumidores, que evitam fazer dívidas de longo prazo.

Como agravantes desse cenário estão algumas ações do governo com o intuito de ajustar a economia.  o caso da alta da taxa de juros, que encarece os financiamentos, e o fim da redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos veículos, que impactaram no preço dos carros brasileiros. Além disso, o governo aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o que também reflete nos valores dos automóveis.

As empresas agora tentam uma série de estratégias para se manter no mercado. Na Mila Wolkswagen, por exemplo, existe todo um trabalho de readequação, segundo o diretor-geral da concessionária, Antônio João Teixeira. "Infelizmente fomos obrigados a buscar alternativas dentro dessa realidade. A ideia é tentar sentir menos possível os impactos da crise", afirma.


Readequação - Em um primeiro momento, a empresa apostou em corte de profissionais e redução das margens de lucro em algo próximo de 70%. Além disso, houve uma readequação das unidades frente ao número de funcionários. "Temos três lojas da Volkswagen próximas, então deixamos as vendas de carros usados, que antes eram em todas, em apenas uma delas. O objetivo era poder manter uma equipe só para venda dos usados como forma de otimizar o trabalho da equipe que ficou", afirma. Até buscar os clientes em casa a concessionária faz quando há uma combinação com o vendedor. Mesmo assim a aposta da empresa é fechar o ano com uma retração de 20% nas vendas.

Na Roma Fiat, a queda acumulada até abril foi de 20% frente ao mesmo período de 2014, segundo o gerente de Vendas, Mark Crepalde. A empresa também está tentando buscar alternativas para amenizar os impactos negativos sobre os resultados finais. "Nós estamos em cima do cliente. As pessoas não estão vindo mais para as lojas. O cliente simplesmente sumiu. Então estamos buscando por eles nas redes sociais e pelo telefone.  um trabalho de lupa", afirma.

Na Jorlan, da Chevrolet, a retração nas vendas ficou em 25% na mesma base de comparação, segundo o gerente de Vendas, Lúcio Mauro Aguiar Neves. "Nós estamos tentando mudar essa realidade dando a atenção total ao cliente. Ele quer preços, condições especiais e também quer ter seus desejos atendidos na hora de escolher um carro. De fazer uma compra de valores tão altos", afirma.

Outra estratégia adotada é a busca por redução dos custos com ações como a economia de água e luz. A lavagem dos veículos que era feita todos os dias, por exemplo, passou a ser feita com menor freqüência.


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