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Diário do Comércio online - BH (MG) ( Turismo ) - MG - Brasil - 10-05-2014 - 12:31 -   Notícia original Link para notícia
Ambiente rural aliado ao conforto

Hotel Fazenda da Chácara chega com a proposta de estreitar a relação do hóspede com a natureza


Na região Central do Estado, encravada nas montanhas entre Ouro Preto e Conselheiro Lafaiete, a pequena e quase desconhecida Santana dos Montes, com pouco mais de 4 mil habitantes, tem no clima de montanha, nas construções antigas e na temperatura que já começa a baixar nessa época do ano os grandes atrativos para quem gosta do turismo rural e de descansar de frente para uma natureza exuberante.  nesse contexto que o empresário Aloisio Rodrigues Pereira e sua equipe dão os últimos retoques para a abertura do Hotel Fazenda da Chácara em junho. O empreendimento faz parte de uma área de mil hectares composta pelas fazendas da Chácara, do Guarará e Caatinga.
O hotel, que tem 28 suítes e oferece todo o conforto da vida moderna, foi planejado para se integrar à fazenda/Daniela Maciel

Com capacidade para atender até 100 hóspedes, o hotel ocupa área de 126 hectares, sendo que, desses, 80 hectares de Mata Atlântica preservada com cinco nascentes e 12 mil metros quadrados de área construída. "O hotel foi todo planejado para se integrar à fazenda, oferecendo o conforto da vida moderna sem esquecer de que estamos em um ambiente rural. Optamos pelo uso da madeira, da pedra, do vidro e do metal para que a natureza fosse valorizada e fizesse parte do dia a dia do hóspede todo o tempo", explica Pereira.

Toda a área da fazenda poderá ser explorada pelos visitantes, que terão a oportunidade de acompanhar o dia a dia da produção de cerca de 20 produtos agrícolas - que vão desde os mil pés de limão, plantados ao longo da pista de caminhada, até o manejo do gado leiteiro. Além disso, terão à disposição área de lazer com piscina de 150 metros quadrados, com área infantil e hidromassagem; churrasqueira; saunas a vapor feminina e masculina; sala de jogos e ginástica.

Sem revelar o valor do empreendimento, "que foi feito com muita calma, por quase quatro anos", o empresário construiu trilha na mata, com quiosques de apoio com churrasqueira e infraestrutura, como água, freezer e telefone para contato com a recepção, além de uma pista de caminhada. Ainda fazem parte das atividades oferecidas a pesca esportiva em três grandes represas, a cavalgada, massagem e playground para as crianças.

São 28 suítes, divididas em três categorias: standard, hidromassagem e ofurô, todas com varanda, ar condicionado, frigobar, TV e internet. Algumas acomodações terão ainda banheira dupla, além de acesso para deficientes. Para manter toda a estrutura serão necessários 40 colaboradores, todos contratados na própria região.

No restaurante serão servidos pratos típicos da culinária mineira e o famoso café da manhã recheado de quitandas e leite, também produzidos na propriedade. Já o espaço de eventos, batizado de Taberna, tem uma área de mil metros quadrados. Com quatro espaços independentes, dois bares, roda d"água de 5 metros de diâmetro, pode receber eventos corporativos e particulares como convenções, confraternizações e eventos sociais. Tanto no restaurante como na Taberna os hóspedes poderão degustar a cerveja artesanal Loba, produzida na Fazenda do Guarará.


GJP Hotels & Resorts anuncia plano expansão


A GJP Hotels & Resorts anunciou, na última quinta-feira, a sua estratégia de expansão para os próximos anos. Atualmente com 14 empreendimentos em dez cidades, somando um parque hoteleiro de 2 mil apartamentos, o grupo pretende chegar em 2018 com 48 empreendimentos e 7,5 mil apartamentos. No total, os investimentos devem somar R$ 1 bilhão. Desses, R$ 200 milhões deverão ser aportados ainda para 2014.

De acordo com o diretor financeiro da GJP Participações, Fernando Vaccari, a companhia tem grande interesse em Minas Gerais, onde venceu, em 2013, a concorrência para a construção do hotel do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e anunciou que irá administrar uma unidade que está sendo construída por terceiros em Juiz de Fora, na Zona da Mata. "O projeto de Confins já está pronto e será um empreendimento de três e quatro estrelas, com quase 250 apartamentos. Minas Gerais aparece em nosso radar como um estado de grande interesse, e não apenas a Capital. Estamos na fase de estudos de viabilidade de três áreas em cidades polo, as quais ainda não posso anunciar", destaca Vaccari.

O objetivo da rede é fazer parte do grupo de cinco maiores do Brasil até 2018. Entram no orçamento divulgado também as modernizações e ampliações do parque atual. "Esse valor é composto por capital próprio junto com o de investidores. Estamos empenhados também em manter os empreendimentos atuais no mais alto nível, com constante atualização dos equipamentos, modernizações e ampliações com a criação de centros de convenções, por exemplo", afirma o diretor.

Para sustentar o plano de crescimento da GJP foi anunciado também o início do projeto de implementação de soluções de ERP da Totvs. Os novos sistemas de tecnologia da informação (TI) têm como principais objetivos garantir a gestão segura dos negócios do grupo, manter o nível de excelência no atendimento a clientes e sistematizar as operações e processos.


Mão de obra - Apontada como uma das grandes preocupações de todo empresário nos últimos anos, a falta de mão de obra, inclusive operacional, não incomoda o gestor. "O pior momento de escassez já passou. O que temos que focar é realmente em treinamento. O turista é, cada vez mais, um consumidor exigente que vê no atendimento o grande diferencial a ser oferecido", destaca.

Quanto ao evento esportivo, a avaliação é positiva tanto para o grupo como para o mercado hoteleiro como um todo. "A Copa vai deixar benefícios. Colocou prazos para alguns investimentos que precisavam ser feitos há muito tempo, chamou a atenção para os grandes eventos e para a estrutura das cidades.  positiva a realização do evento no Brasil", avalia.


Capim-vetiver é o destaque das plantações


Na área de mil hectares que engloba as fazendas da Chácara, do Guarará e Caatinga cerca de 20 produtos são cultivados. O mais importante deles é o capim-vetiver. De origem indiana, a planta tem seu principal uso como antierosivo, na contenção de encostas e proteção de áreas degradadas. Suas folhas, a exemplo do capim-dourado, podem ser usadas na fabricação de bijuterias e da raiz se extrai a essência patchouli.
As uvas cultivadas são usadas na produção de vinho/Daniela Maciel

O vetiver foi trazido de forma pioneira para o Brasil em 2007 e plantado na Fazenda do Guarará. Por ano são vendidas cerca de um milhão de mudas para empresas que lidam com grandes áreas em construção. "O vetiver é utilizado em grande escala em países como Índia e Bangladesh.  uma planta extraordinária da qual se aproveita tudo e com um ciclo de produção muito rápido. A resistência da raiz do vetiver é comparável a um sexto da resistência do aço doce. Ele poderia ser utilizado nas margens de todas as rodovias no Brasil ajudando a minimizar o risco de erosão e desmoronamento que tantos problemas e prejuízos causam todos os anos. Hoje vendemos para empresas que realizam grandes obras de engenharia", explica Pereira.

Entre as outras muitas atividades da fazenda estão plantações de milho, soja, feijão, e limão, além da criação de gado de leite. Merece destaque a produção de uva para a produção de vinho e para consumo in natura. A produção de vinho ainda é insipiente e a técnica de produção de uvas aproveita o vetiver como cobertura vegetal. Entre as parreiras roseiras são usadas como "termômetro" da qualidade das videiras. "Se a rosa está bonita, a uva está boa. Como outras plantas ela atrai as pragas antes da videira e serve como parâmetro e como proteção. Estamos desenvolvendo a técnica de plantio, confirmamos que essa região realmente produz o que esperávamos e que podemos melhorar ainda mais essas marcas. Tudo indica que poderemos dobrar no número de pés plantados na mesma área muito em breve", afirma o engenheiro ambiental.

Outra vedete da fazenda que emprega cerca de 100 funcionários é a produção da cerveja artesanal Loba. Quem quiser degustar um dos cinco tipos produzidos da bebida pode se dirigir à fazenda, onde também pode adquirir as garrafas de 600 mililitros. Segundo o mestre cervejeiro responsável, Rogério Ferreira Maia, o produto pode ser encontrado em Belo Horizonte exclusivamente no restaurante Maurizio Gallo. "A história começou quando, em uma conversa informal, eu contei ao Aloisio que ia fazer um curso de mestre cervejeiro em São Paulo. Ele já tinha o plano da cervejaria. Daí para que eu deixasse as aulas que dava na faculdade, me aprofundasse no ramo cervejeiro e assumisse a produção foi um caminho quase natural", relembra Maia, que pretende dobrar a produção com a chegada de novos equipamentos.


Palavras Chave Encontradas: Criança
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