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Portal Hoje em Dia ( Esportes ) - MG - Brasil - 09-04-2018 - 06:00 -   Notícia original Link para notícia
Com quatro promessas mineiras, torneio na capital leva tenistas ao Roland Garros Juvenil

Pisar no templo francês do tênis onde já se consagraram Gustavo Kuerten, Marcelo Melo, Maria Esther Bueno e Thomaz Koch é o sonho dos jovens tenistas classificados para o Roland Garros Junior Wild Card, realizado a partir desta quarta-feira (11) em Belo Horizonte.

A competição será disputada até domingo no saibro do , por adolescentes de ao todo nove estados do Brasil, e dará aos vencedores das chaves masculina e feminina a oportunidade de buscar uma vaga no torneio juvenil do tradicional Grand Slam de Paris. Quatro representantes de Minas Gerais aparecem entre os esportistas de até 18 anos pré-qualificados para o evento.

Um dos destaques é a belo-horizontina Marina Figueiredo, de 17 anos. Atual campeã nacional da categoria, ela ocupa a primeira colocação entre as brasileiras no ranking da Federação Internacional de Tênis (ITF).

Desde aquele dia, tenho trabalhado pensando em aproveitar essa nova oportunidade. Roland Garros é o torneio que todo mundo sonha jogar"

Marina Figueiredo

Na última edição do torneio classificatório (Rendez-Vous à Roland Garros 2017, em Florianópolis), Marina chegou à semifinal e caiu diante da futura campeã, a paranaense Nathalia Gasparin, em jogo duríssimo decidido por 7 a 5 no terceiro set.

"Desde aquele dia, tenho trabalhado pensando em aproveitar essa nova oportunidade. Roland Garros é o torneio que todo mundo sonha jogar. Mas sei que todas as outras meninas também estão treinando bastante, e são as melhores do Brasil. Com certeza será muito equilibrado", avalia Marina.

A chave feminina terá ainda a presença de Giulia Aguiar, natural de Juiz de Fora. A atleta de 16 anos aparece na 19ª posição entre as brasileiras no ranking ITF.

Inspiração

No torneio masculino, as esperanças mineiras são Bruno Oliveira, 16 anos, e Lucas Dini, 17. Nascidos em Belo Horizonte e Ubá, respectivamente, eles figuram em 11º e 39º entre os tenistas do país no ranking internacional juvenil.

Bruno e Lucas treinam juntos na capital, ao lado do também belo-horizontino João Pedro Ferreira, 17, campeão do Rendez-Vous no ano passado. E, no que depender do incentivo do colega, entrarão bastante motivados na disputa.

"Ir a Roland Garros foi a minha principal experiência. Era um sonho, por causa do Guga, que é um ídolo nacional. Foi muito legal estar no meio dos profissionais, assistir a alguns jogos, ver o Rafael Nadal de perto... Um incentivo a mais para acreditar no meu potencial e seguir trabalhando", garante João, mesmo não tendo avançado à chave principal do Grand Slam juvenil, em maio de 2017.

Pouco tempo depois, em novembro do ano passado, ele conquistaria seu primeiro grande título internacional (ITF G3, na Bolívia), afirmando-se ainda mais entre os grandes nomes da nova geração.

Cristiano Andujar/CBT/Divulgação

Campeão do Rendez-Vous 2017, João Pedro diz ter vivido melhor experiência da carreira em Roland Garros

Classificação

O Roland Garros Wild Card terá duas chaves (masculina e feminina) de 16 tenistas. Cada naipe já conta com 14 pré-classificados definidos por meio dos rankings da ITF e da CBT (Confederação Brasileira de Tênis), e uma repescagem definirá os dois últimos participantes.

O sorteio será realizado nesta quarta-feira, e as rodadas começarão no dia seguinte. Os campeões disputarão uma etapa classificatória em Paris contra os representantes da Índia e da China, e os vencedores do confronto entre países avançarão para a chave principal do Roland Garros Juvenil.

Piso sagrado

Foi no saibro de Roland Garros que o Brasil conheceu o seu maior ídolo no tênis, com o tricampeonato do catarinense Gustavo "Guga" Kuerten no simples, em 1997, 2000 e 2001.

Mais recentemente, em 2015, o mineiro Marcelo Melo passou a integrar o seleto grupo de campeões do Grand Slam ao conquistar o torneio de duplas masculinas ao lado do croata Ivan Dodig.

A bandeira do Brasil, porém, já havia sido alçada ao topo décadas antes, em 1960. E isso aconteceu duas vezes na mesma edição, com os títulos da paulista Maria Esther Bueno nas duplas femininas e mistas, em parcerias com a estadounidense Darlene Hard e com o australiano Robert Howe, respectivamente.

Por fim, a lista de brasileiros consagrados em Roland Garros inclui também o gaúcho Thomaz Koch, vencedor nas duplas mistas em 1975, junto com a uruguaia Fiorella Bonicelli.

Em Olimpíadas, uma medalha na modalidade ainda é um sonho para o Brasil. O país já esteve representado no esporte em nove edições, mas jamais conseguiu figurar no pódio.


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