Leitura de notícia
O Globo Online (RJ) ( Economia ) - RJ - Brasil - 16-05-2017 - 06:46 -   Notícia original Link para notícia
Índice do BC mostra expansão de 1,12% na economia no 1º trimestre

Resultado veio acima do previsto e sinaliza que país saiu da recessão


O país deu sinais de que saiu da recessão e cresceu 1,12% no primeiro trimestre, segundo índice do BC que estima a atividade econômica. O resultado oficial, do IBGE, será conhecido em junho. -BRASÍLIA- Após a pior recessão da História, a economia brasileira começa a dar sinais de que o pior já foi superado. Nas contas do Banco Central (BC), o país cresceu 1,12% no primeiro trimestre deste ano, graças ao bom desempenho da agricultura. Apesar da surpresa positiva, os dados do IBC-Br - o índice construído pelo BC que tenta estimar o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) - economistas destacam que a retomada de um crescimento vigoroso dependerá, porém, da aprovação da reforma da Previdência e da definição do cenário político do ano que vem.


Os analistas alertam também que os dados do fim do primeiro trimestre mostraram um freio na economia. No mês de março, o IBC-Br ficou negativo em 0,4%, o que indica que a recuperação da economia não é um processo linear. No entanto, o resultado foi bem melhor que a queda de 1% estimada pelos analistas.


Ainda assim, o índice mostra que o país encerrou seu pior ciclo econômico. Desde o segundo trimestre de 2015, o Brasil estava em recessão. O número oficial do PIB, porém, só será divulgado pelo IBGE em 1º de junho.


"Os dados nos dão confiança de que, após uma recessão de 11 trimestres, a economia atingiu um ponto de inflexão durante o primeiro trimestre", disse em relatório o economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina, Alberto Ramos.


Para o economista da Canepa Investimentos Carlos Macedo, a surpresa do IBCBr não é tão relevante para uma melhora considerável das expectativas.


- É uma alteração bem modesta num ambiente de incerteza - argumentou o analista, que ressaltou a necessidade da aprovação da reforma e também a definição do ambiente político do ano que vem. - A confiança ainda está em um nível muito baixo.


Os números do IBCBr refletem, além da melhora na agricultura, uma expansão de 0,6% na produção industrial no primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE. Foi o primeiro resultado positivo em três anos. Já o comércio brasileiro fechou o primeiro trimestre com alta de 3,3% no volume de vendas. Apenas o setor de serviços não mostrou recuperação. Ficou estável em relação ao último trimestre do ano passado.


- O IBC-Br é uma falsa boa notícia. Todos os outros indicadores dão conta de uma desaceleração. O ritmo é muito baixo - comentou André Perfeito, economista-chefe da corretora Gradual.


Macedo, da Canepa, lembrou que o Banco Central não ajustou a série do IBC-Br de acordo com das mudanças metodológicas feitas pelo IBGE no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e que isso, portanto, interfere na conta:


- A mudança metodológica não foi atualizada. O IBC-BR perdeu a capacidade de previsão (para o resultado do PIB).


Na média, o mercado financeiro aposta em uma alta de 0,5% do PIB neste ano, segundo mostrou o Boletim Focus, do BC, que reúne as principais estimativas entre as instituições financeiras. E os analistas já veem também a inflação brasileira abaixo dos 4% em 2017. Pelo Focus, a previsão para este ano é que o IPCA, índice usado nas metas de inflação do governo, feche o ano em 3,93%, abaixo dos 4,01% previsto na semana anterior. Para 2018, o cenário para o IPCA também melhorou: passou de 4,39% para 4,36%.


Nenhuma palavra chave encontrada.
O conteúdo acima foi reproduzido conforme o original, com informações e opiniões de responsabilidade da fonte (veículo especificado acima).
© Copyright. Interclip - Monitoramento de Notícias. Todos os direitos reservados, 2013.